Como aumentar as vendas de uma loja online com fotografia profissional
O seu produto pode ser excelente. Se parecer barato na fotografia, é barato aos olhos do cliente.
Uma loja online pode ter bons produtos, preços competitivos, entregas rápidas e um website tecnicamente perfeito. Ainda assim, pode não vender.
O problema nem sempre está no produto.
Muitas vezes, está na forma como esse produto é apresentado.
Numa loja física, o cliente pode tocar, experimentar, comparar tamanhos, observar os materiais e esclarecer dúvidas. Numa loja online, tudo isso tem de acontecer através de um ecrã.
É a fotografia que mostra a textura de um tecido, o brilho de uma joia, a dimensão de um objeto, a qualidade de um acabamento ou a consistência de um alimento.
Quando as imagens não cumprem essa função, o cliente não recebe informação suficiente para decidir.
E quando existem dúvidas, a reação mais comum não é contactar a empresa para pedir esclarecimentos.
É fechar a página.
Portugal já conta com milhões de compradores online, e o comércio eletrónico nacional cresceu significativamente nos últimos anos. À medida que o mercado aumenta, aumenta também o número de empresas a disputar a mesma atenção. Isso significa que já não basta estar online. É necessário transmitir confiança num ambiente em que o cliente pode comparar dezenas de alternativas em poucos minutos.
É aqui que entra a fotografia profissional.
Não como um elemento decorativo.
Não como algo que se acrescenta no final, quando a loja já está pronta.
Mas como uma verdadeira ferramenta de vendas.
Índice
- Porque é que a fotografia influencia as vendas online
- A fotografia substitui a experiência física
- O que acontece quando um produto parece barato
- Os tipos de fotografia que uma loja online deve ter
- Quantas fotografias deve ter cada produto
- Os erros que mais prejudicam uma loja online
- Como fotografar diferentes tipos de produto
- Fotografia profissional ou telemóvel
- Fotografia real ou Inteligência Artificial
- Como preparar uma sessão fotográfica
- Quanto custa fotografar produtos para e-commerce
- Como medir o impacto das novas fotografias
- Perguntas frequentes
Porque é que a fotografia influencia tanto as vendas online?
Quando um utilizador entra numa página de produto, começa imediatamente a procurar respostas.
Como é o produto na realidade?
Qual é o tamanho?
Que materiais tem?
Como fica quando é utilizado?
A cor corresponde ao que estou a ver?
O acabamento parece resistente?
O produto justifica o preço?
Grande parte destas perguntas não é respondida pelo título nem pela descrição.
É respondida pelas imagens.
A fotografia reduz a distância entre aquilo que o cliente vê no ecrã e aquilo que receberá em casa. Quanto melhor for essa aproximação, maior será a confiança para avançar com a compra.
A investigação de usabilidade da Baymard Institute mostra, por exemplo, que muitos utilizadores tentam compreender a dimensão real de um produto através das fotografias. No seu estudo, 42% procuravam inferir o tamanho e a escala a partir das imagens apresentadas. Isto mostra que uma fotografia não serve apenas para tornar a página mais bonita. Serve para responder a uma necessidade concreta do consumidor.
Uma boa imagem pode:
- explicar melhor o produto
- reduzir dúvidas
- reforçar o valor percebido
- aumentar a confiança
- diferenciar a marca
- diminuir o risco de expectativas erradas
- facilitar a decisão de compra.
Uma má fotografia produz o efeito contrário.
Na internet, a fotografia substitui a experiência física
Imagine que entra numa loja de roupa e não pode tocar nas peças, ver as costas, aproximar-se do tecido ou confirmar a forma da gola.
Ou que pretende comprar uma medalha, mas não consegue perceber o relevo, o brilho do metal, a espessura ou o acabamento.
Ou que está a escolher uma cadeira, mas não existe nenhuma imagem que permita compreender a sua verdadeira dimensão.
Seria difícil comprar.
É exatamente isso que acontece em muitas lojas online.
O produto está disponível, mas a informação visual é insuficiente.
A função da fotografia para e-commerce é diminuir essa limitação. Cada imagem deve acrescentar alguma informação que a anterior não oferece.
Uma fotografia frontal apresenta o produto.
Uma fotografia posterior completa a forma.
Uma imagem lateral mostra a profundidade.
Uma fotografia de detalhe revela materiais e acabamentos.
Uma imagem em contexto explica a dimensão e a utilização.
Uma imagem de lifestyle ajuda o cliente a imaginar o produto na sua vida.
Quando todas as fotografias mostram praticamente o mesmo ângulo, a galeria pode ter seis imagens e, ainda assim, comunicar muito pouco.
O seu produto pode ser excelente. Mas parece excelente?
Há empresas que investem durante meses no desenvolvimento de um produto.
Escolhem materiais, fornecedores, embalagens, cores, nomes e preços. Criam uma identidade, constroem uma loja online e lançam campanhas.
Depois fotografam tudo à pressa.
É uma contradição.
O cliente não consegue avaliar diretamente todo o trabalho que existiu por trás daquele produto. Avalia o resultado através do que vê.
Uma peça de roupa pode ter um excelente corte. Se estiver amarrotada, mal iluminada ou deformada na fotografia, parecerá inferior.
Uma joia pode ter um acabamento cuidado. Se tiver reflexos descontrolados ou falta de detalhe, parecerá comum.
Uma embalagem pode ser sofisticada. Se a cor estiver errada ou o fundo for inconsistente, perderá impacto.
A fotografia não altera a qualidade real do produto.
Altera a qualidade que o cliente consegue reconhecer.
Esta distinção é essencial.
O valor percebido começa antes da compra. É criado pela combinação entre design, marca, preço, texto e imagem. Quando um destes elementos contradiz os restantes, a confiança diminui.
Uma marca não pode afirmar que é premium e apresentar fotografias que parecem improvisadas.
Os 8 tipos de fotografia que uma loja online deve ter
Nem todos os produtos precisam exatamente das mesmas imagens. No entanto, existem vários tipos de fotografia que ajudam a construir páginas de produto mais informativas e persuasivas.
1. Fotografia principal em fundo neutro
É a imagem que apresenta o produto de forma clara, sem elementos que desviem a atenção.
O fundo branco continua a ser uma solução muito utilizada porque:
- destaca a forma do produto
- facilita a consistência do catálogo
- funciona bem em diferentes designs
- é aceite pela generalidade dos marketplaces
- permite uma leitura rápida nas páginas de categoria.
Esta fotografia deve ser tecnicamente cuidada, corretamente recortada e coerente com as restantes referências.
Não basta remover o fundo.
É necessário garantir que o produto mantém volume, textura, sombras naturais e uma cor fiel.
2. Frente, costas e vistas laterais
O cliente não deve ter de imaginar aquilo que a loja podia simplesmente mostrar.
No vestuário, frente e costas são quase sempre essenciais. Em malas, calçado, mobiliário, tecnologia ou embalagens, as vistas laterais também podem esclarecer características importantes.
O princípio é simples:
Tudo aquilo que o cliente analisaria numa loja física deve estar representado na galeria online.
3. Fotografias de detalhe
Os detalhes justificam o preço.
Costuras, fechos, texturas, gravações, botões, materiais, aplicações, relevos e acabamentos ajudam a explicar por que motivo um produto tem determinado valor.
As imagens gerais apresentam.
As imagens de detalhe convencem.
Em produtos pequenos, como joias, relógios, medalhas, cosmética ou componentes técnicos, a fotografia macro pode ser decisiva.
4. Fotografia com escala
Um produto isolado num fundo branco pode ser visualmente claro, mas não revelar a sua dimensão.
É por isso que algumas imagens devem apresentar uma referência de escala.
Pode ser:
- o produto na mão
- uma peça de mobiliário dentro de uma divisão
- uma mala junto a uma pessoa
- um objeto sobre uma mesa
- uma joia colocada no corpo
- uma embalagem junto de elementos conhecidos.
A utilização de imagens com escala responde a uma dúvida que muitos consumidores tentam resolver visualmente antes de comprar.
5. Fotografia em utilização
Mostrar o produto em uso ajuda o cliente a compreender a sua função.
Uma ferramenta deve aparecer a trabalhar.
Uma mochila deve aparecer transportada.
Um copo deve aparecer servido.
Um produto cosmético pode ser mostrado durante a aplicação.
Uma peça de roupa pode surgir vestida.
Estas imagens são particularmente importantes quando o valor do produto depende da experiência que proporciona.
6. Fotografia de lifestyle
A fotografia de lifestyle não apresenta apenas um produto.
Apresenta um universo.
É usada para construir desejo, identidade e identificação emocional. Mostra o tipo de pessoa, ambiente ou momento ao qual a marca pretende associar-se.
Uma vela deixa de ser apenas cera dentro de um recipiente. Passa a representar tranquilidade, casa e conforto.
Uma peça de roupa deixa de ser apenas tecido. Passa a integrar uma atitude ou forma de viver.
Estas imagens são fundamentais para campanhas, redes sociais, banners, newsletters e páginas de categoria.
7. Ghost mannequin
A técnica ghost mannequin é muito utilizada no comércio eletrónico de moda.
A peça é fotografada de forma a parecer vestida, mas sem a presença visível de uma pessoa ou manequim. O resultado ajuda a mostrar o corte, o volume e a estrutura, mantendo toda a atenção no produto.
É especialmente útil para:
- camisas
- polos
- casacos
- vestidos
- calças
- calções
- roupa técnica.
Para funcionar bem, exige consistência na preparação das peças, iluminação, captação e pós-produção.
Um efeito mal executado parece artificial. Um bom ghost mannequin deve parecer natural e quase invisível enquanto técnica.
8. Fotografia de embalagem e conteúdo
O cliente também quer saber como o produto será recebido.
Em determinados casos, faz sentido mostrar:
- embalagem exterior
- caixa
- proteção
- acessórios incluídos
- manual
- quantidade
- apresentação para oferta.
Isto é especialmente relevante em produtos premium, presentes, subscrições e artigos em que a experiência de abertura faz parte do valor.
Quantas fotografias deve ter cada produto?
Não existe um número universal.
Um produto simples pode ficar bem explicado com quatro ou cinco imagens. Outro pode precisar de dez ou mais.
A questão certa não é:
Quantas fotografias devemos colocar?
É:
Que dúvidas podem impedir a compra e que imagens precisamos de criar para responder a essas dúvidas?
Como referência, uma galeria pode incluir:
1. imagem principal;
2. vista posterior;
3. vista lateral;
4. detalhe do material;
5. detalhe funcional;
6. imagem de escala;
7. produto em utilização;
8. imagem de lifestyle;
9. embalagem;
10. acessórios incluídos.
Nem todas são necessárias em todos os casos.
Mas duas fotografias praticamente iguais raramente são suficientes para produtos em que a forma, textura, dimensão ou utilização influenciam a decisão.
Nas páginas de listagem, dar acesso a várias miniaturas também ajuda os utilizadores a avaliar produtos visualmente antes de abrirem a página individual. A investigação da Baymard indica que apenas duas miniaturas podem não oferecer informação suficiente para produtos fortemente visuais, enquanto três ou mais ajudam a mostrar melhor as suas características.
Os erros de fotografia que fazem uma loja online parecer menos credível
Fotografias com estilos diferentes
Um produto está fotografado de frente.
Outro aparece ligeiramente de lado.
Um tem sombra.
Outro parece flutuar.
Um ocupa quase toda a imagem.
Outro surge muito pequeno.
Esta inconsistência transmite improvisação.
Numa loja online, as imagens não devem funcionar apenas individualmente. Devem formar um catálogo visual coerente.
Cores pouco fiéis
A cor é uma das principais causas de expectativa errada.
Diferenças entre monitores são inevitáveis, mas isso não dispensa uma captação e tratamento cuidado.
A fotografia deve aproximar-se tanto quanto possível da cor real do produto, sem filtros excessivos ou alterações que o tornem mais atraente, mas menos verdadeiro.
Vender através de uma imagem enganadora pode gerar uma conversão.
Mas pode também gerar uma devolução e a perda de confiança do cliente.
Falta de preparação dos produtos
Não existe pós-produção que substitua totalmente uma boa preparação.
No vestuário, as peças devem estar limpas, engomadas e corretamente estruturadas.
Na joalharia, devem estar impecavelmente limpas.
Em embalagens, os rótulos devem estar alinhados.
Em alimentos, a apresentação deve ser cuidada.
Quanto melhor chegar o produto à sessão, mais natural e rigoroso será o resultado.
Recortes artificiais
Um recorte demasiado duro, sem sombra ou com contornos imperfeitos pode retirar volume ao produto.
O fundo branco não deve transformar o objeto numa imagem plana.
A iluminação e o tratamento devem preservar a sensação de matéria, profundidade e contacto com a superfície.
Pouca resolução
O utilizador quer aproximar a imagem.
Quando o zoom revela uma fotografia desfocada ou demasiado pequena, perde-se uma oportunidade de mostrar qualidade.
É importante encontrar um equilíbrio entre definição e velocidade de carregamento, entregando versões adequadas à utilização no website.
Fotografias de fornecedores usadas por toda a gente
Utilizar as mesmas imagens disponibilizadas pelo fabricante pode ser prático.
Também faz com que a sua loja pareça igual a dezenas de concorrentes que vendem exatamente o mesmo produto.
Fotografias próprias permitem criar:
- um enquadramento consistente
- uma identidade reconhecível
- conteúdos exclusivos
- campanhas adaptadas à marca
- maior diferenciação.
Uma única imagem por produto
Uma única fotografia obriga o consumidor a assumir tudo o que não consegue ver.
Como são as costas?
Qual é a dimensão?
Como é o acabamento?
O que vem na embalagem?
Quanto maior for o investimento ou a complexidade do produto, menos razoável é exigir que o cliente compre com tão pouca informação.
Excesso de edição
A edição deve valorizar aquilo que existe.
Não deve criar um produto que o cliente nunca receberá.
Texturas apagadas, cores irreais, materiais demasiado perfeitos e formas alteradas podem aumentar a distância entre a imagem e a realidade.
Fotografia comercial não significa ilusão.
Significa apresentar o produto real da melhor forma possível.
Como adaptar a fotografia ao tipo de produto
Vestuário
No vestuário é importante mostrar:
- corte
- queda
- textura
- pormenores
- frente e costas
- proporção
- forma quando vestido.
Consoante o posicionamento da marca, pode combinar-se ghost mannequin, modelo, detalhe e lifestyle.
Joias, medalhas e relógios
Produtos metálicos refletem o ambiente em redor e exigem maior controlo técnico.
É necessário trabalhar:
- reflexos
- brilho
- cor do metal
- gravações
- pedras
- relevo
- escala
- espessura.
Um fundo branco pode apresentar a peça para catálogo. Uma composição mais cuidada pode ser utilizada em campanhas, redes sociais e materiais editoriais.
Cosmética
Na cosmética, a embalagem é parte essencial do produto.
É necessário preservar:
- transparências
- brilhos
- textos
- tonalidades
- formato
- textura do conteúdo.
As fotografias podem incluir packshots, composições de gama, texturas, aplicação e imagens de lifestyle.
Alimentação e bebidas
A fotografia deve transmitir textura, frescura e desejo.
Mas não pode depender apenas de uma imagem bonita.
É também necessário garantir consistência entre produtos e criar conteúdos adaptados a menus, aplicações de entrega, redes sociais, publicidade e embalagens.
Decoração e mobiliário
O fundo branco explica o produto.
A fotografia de ambiente ajuda a vendê-lo.
O cliente precisa de compreender escala, materiais e forma, mas também de imaginar aquele objeto dentro de uma casa, escritório, hotel ou espaço comercial.
Produtos industriais
Mesmo um produto técnico beneficia de uma apresentação cuidada.
Boas fotografias facilitam a utilização em:
- catálogos
- fichas técnicas
- propostas comerciais
- websites
- feiras
- distribuidores
- formação.
A clareza visual também é profissionalismo.
Fotografia profissional ou telemóvel?
Os smartphones atuais conseguem produzir boas imagens.
A verdadeira questão não é se um telemóvel fotografa bem.
É se consegue garantir, de forma repetida:
- iluminação consistente
- fidelidade de cor
- controlo de reflexos
- profundidade adequada
- enquadramento uniforme
- preparação de dezenas de referências
- recorte profissional
- entrega organizada
- adaptação a diferentes formatos.
Para uma pequena experiência, um produto ocasional ou conteúdos espontâneos, o telemóvel pode ser suficiente.
Para construir um catálogo coerente, fotografar materiais difíceis ou sustentar uma marca profissional, o problema deixa de ser apenas o equipamento.
Passa a ser o processo.
Uma fotografia isolada pode resultar por acaso.
Um catálogo inteiro não pode depender do acaso.
E a Inteligência Artificial?
A Inteligência Artificial já consegue gerar imagens visualmente impressionantes.
Pode ser útil para:
- explorar conceitos
- construir moodboards
- testar ambientes
- criar elementos gráficos
- desenvolver ideias de campanha
- acelerar determinadas fases criativas.
No entanto, quando o objetivo é vender um produto real, existe uma questão fundamental:
A imagem representa exatamente aquilo que o cliente vai receber?
Uma imagem gerada pode alterar proporções, materiais, detalhes, costuras, gravações, embalagens ou cores.
Isso pode ser aceitável num conceito criativo.
Não é aceitável quando a imagem funciona como descrição comercial do produto.
O caminho mais interessante não é tratar fotografia e IA como inimigas.
É utilizar cada ferramenta onde acrescenta valor.
A fotografia documenta o produto verdadeiro.
O produto não está fisicamente presente. A fotografia tem de fazer o trabalho por ele.
A IA pode apoiar a criação do universo à sua volta.
A autenticidade e a utilidade do conteúdo também são importantes para a visibilidade nas pesquisas. O próprio Google recomenda conteúdos originais, úteis e desenvolvidos para pessoas, em vez de páginas produzidas apenas para tentar manipular rankings.
Como preparar uma sessão de fotografia para a sua loja online
1. Faça uma lista completa de referências
Inclua:
- nome do produto
- código
- categoria
- cor
- tamanho
- número de imagens necessárias
- prioridades
- observações especiais.
Esta organização evita falhas e facilita a entrega dos ficheiros.
2. Defina onde as imagens serão utilizadas
As necessidades de um website não são necessariamente iguais às de um catálogo, marketplace, anúncio ou rede social.
Antes da sessão, indique:
- dimensões necessárias
- proporção
- fundo
- resolução
- formatos
- eventual necessidade de transparência
- regras da plataforma.
3. Prepare os produtos
Os artigos devem chegar à sessão nas melhores condições possíveis.
No caso de roupa, devem estar engomados e sem fios ou marcas.
Produtos metálicos devem estar limpos.
Embalagens não devem ter vincos ou danos.
O tempo utilizado a corrigir problemas físicos aumenta a complexidade e pode afetar o orçamento.
4. Crie uma referência visual
Não é necessário saber falar tecnicamente de fotografia.
Basta reunir alguns exemplos do tipo de apresentação pretendida.
Essa referência ajuda a alinhar:
- enquadramentos
- luz
- sombras
- escala
- estilo
- nível de contraste
- linguagem da marca.
5. Pense além da página de produto
Uma sessão pode produzir muito mais do que imagens para fundo branco.
Com planeamento, também pode gerar conteúdos para:
- campanhas
- newsletters
- banners
- anúncios
- apresentações
- imprensa
- marketplaces.
Fotografar tudo em momentos separados tende a ser mais dispendioso e menos consistente.
Quanto custa uma sessão de fotografia para e-commerce?
O valor depende de vários fatores:
- número de produtos
- número de imagens por referência
- dimensão e tipo dos objetos
- preparação necessária
- complexidade da iluminação
- reflexos e transparências
- recorte
- retoque
- composições
- modelos
- styling
- cenários
- formatos de entrega
- prazo.
Um catálogo de roupa em ghost mannequin não deve ser calculado da mesma forma que uma sessão de joalharia macro.
Da mesma maneira, fotografar cinquenta artigos numa única produção não equivale a realizar cinco sessões separadas de dez artigos.
Por esse motivo, os orçamentos podem ser apresentados:
- por produto
- por fotografia final
- por sessão
- por período de produção
- por escalões de quantidade.
O mais importante não é encontrar o preço mais baixo por imagem.
É perceber o que está incluído:
- preparação
- captação
- pós-produção
- recorte
- correção de cor
- formatos
- resolução
- organização
- revisões
- prazo
- direitos de utilização.
Uma fotografia barata que precisa de ser repetida não é uma poupança.
Como saber se as novas fotografias estão a resultar
Depois de atualizar as imagens, não se limite a dizer que a loja “ficou mais bonita”.
Observe os dados.
Compare o período anterior e posterior à mudança:
- visualizações das páginas de produto
- tempo médio na página
- interação com a galeria
- utilização do zoom
- adições ao carrinho
- taxa de conversão
- devoluções
- perguntas frequentes ao apoio ao cliente
- desempenho dos anúncios
- vendas dos produtos atualizados.
Sempre que possível, teste.
Pode começar por renovar as fotografias de uma categoria ou conjunto de referências e comparar o desempenho com produtos semelhantes.
A fotografia profissional deve ser avaliada como qualquer outro investimento comercial.
Não apenas pelo gosto pessoal.
Mas pela capacidade de ajudar o cliente a compreender, desejar e comprar o produto.
Checklist: a fotografia da sua loja online está a ajudar ou a afastar clientes?
Responda a estas perguntas:
- Todos os produtos têm uma imagem principal coerente?
- É possível ver frente, costas e laterais quando necessário?
- As cores aproximam-se do produto real?
- Existem fotografias de detalhe?
- O cliente consegue perceber a dimensão?
- As imagens têm resolução suficiente para zoom?
- O fundo é consistente?
- As sombras parecem naturais?
- Os produtos estão preparados e limpos?
- As imagens representam a identidade da marca?
- Existem fotografias exclusivas para campanhas?
- As fotografias funcionam bem em telemóvel?
- O cliente consegue perceber o que está incluído?
- Existem imagens em contexto ou utilização?
- Os ficheiros foram otimizados sem perder qualidade?
Caso tenha respondido “não” a várias perguntas, a sua loja pode estar a perder vendas antes de o cliente chegar ao botão de compra.
Perguntas frequentes sobre fotografia para lojas online
É obrigatório utilizar fundo branco?
Não.
O fundo branco é muito útil para páginas de produto, catálogos e marketplaces, mas pode ser complementado por fotografias de lifestyle, detalhe e utilização.
A melhor solução depende do produto e da identidade da marca.
Quantas fotografias deve ter um produto?
Deve ter as fotografias necessárias para responder às principais dúvidas do cliente.
Para alguns produtos, quatro imagens podem ser suficientes. Para outros, podem ser necessárias oito, dez ou mais.
A fotografia profissional reduz devoluções?
Pode ajudar a reduzir devoluções associadas a expectativas visuais erradas, sobretudo quando apresenta corretamente cores, dimensões, detalhes, materiais e utilização.
Não resolve problemas de produto, tamanho ou logística, mas oferece ao cliente mais informação antes da compra.
Posso utilizar as mesmas imagens no website e nas redes sociais?
Sim, desde que a sessão seja planeada para diferentes formatos.
As imagens de produto podem ser adaptadas, mas as redes sociais beneficiam frequentemente de conteúdos com contexto, pessoas, composição e narrativa.
Ghost mannequin ou modelo?
O ghost mannequin apresenta a peça de forma consistente e concentra a atenção no produto.
O modelo ajuda a demonstrar escala, corte, movimento e estilo.
Muitas marcas beneficiam da combinação das duas soluções.
As imagens podem ser entregues com fundo transparente?
Sim, quando o recorte está incluído no serviço. Os ficheiros podem ser entregues em formatos adequados a fundo branco ou transparente, conforme a utilização.
É possível fotografar produtos nas instalações da empresa?
Depende dos produtos, do espaço disponível e do tipo de produção.
Algumas sessões podem ser feitas nas instalações do cliente. Outras beneficiam do controlo de iluminação e equipamento existente num estúdio.
Quanto tempo demora a entrega?
O prazo depende do número de referências, complexidade da captação e nível de pós-produção.
Deve ser definido antes da sessão e indicado na proposta.
As fotografias servem para Shopify, WooCommerce e marketplaces?
Sim, desde que sejam exportadas de acordo com os requisitos de cada plataforma.
É importante confirmar previamente dimensões, proporção, fundo, peso e formato.
Vale a pena fotografar toda a coleção de uma vez?
Normalmente, fotografar um conjunto maior na mesma produção permite obter maior consistência e eficiência.
No entanto, pode começar pelas referências prioritárias ou mais vendidas e avaliar os resultados.
Uma loja online não vende apenas produtos. Vende confiança.
O cliente não consegue tocar naquilo que está prestes a comprar.
Não consegue pegar, experimentar, sentir o peso ou confirmar os materiais.
Precisa de confiar naquilo que vê.
É por isso que a fotografia não deve ser tratada como um acabamento visual colocado no final do projeto.
A fotografia é parte do produto digital.
É aquilo que o apresenta, explica, contextualiza e valoriza.
Uma imagem profissional não transforma um mau produto num bom produto.
Mas impede que um bom produto pareça pior do que realmente é.
No Miau Studio, produzimos fotografia profissional para lojas online, marcas e empresas, incluindo fotografia de produto em fundo branco, ghost mannequin, fotografia de detalhe, composições, lifestyle e conteúdos para campanhas.
Cada sessão é planeada de acordo com os produtos, a identidade da marca e os canais onde as imagens serão utilizadas.
Se quiser aprofundar este tema, leia também Porque é que as empresas que mais vendem investem primeiro na fotografia e veja o nosso portefólio.
Tem uma loja online ou um catálogo para fotografar? Conte-nos o que vende e quantas referências pretende apresentar. Preparamos uma proposta ajustada ao seu projeto.
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